domingo, 8 de abril de 2012

As Focas

Ordem: CARNIVORA
Família: Phocidae

Distribuição e Habitat

Vivem nas águas costeiras do Atlântico Norte e do Pacífico Norte. Aparecem tipicamente em bancos de areia, embora também possam ser encontradas em costas rochosas.

Identificação

A pelagem é cinzenta e mesclada de vários tons, do cinzento-claro ao negro.
Os machos medem 1,3 a 1,95 metros de comprimento e pesam cerca de 100 kg. As fêmeas são ligeiramente mais pequenas e leves. As focas-comuns (tal como as restantes focas e mamíferos marinhos, em geral) possuem uma espessa camada de gordura sob a pele, que as protege do frio. A cabeça é grande relativamente ao corpo e apresenta narinas em V.
Ao contrário dos leões-marinhos, as focas não têm orelhas, sendo esta uma das características que mais facilmente distingue estes dois grupos de animais. Estão muito bem adaptadas à locomoção na água e deslocam-se com dificuldade em terra, arrastando o corpo no solo com o auxílio das barbatanas anteriores.

Hábitos

São essencialmente sedentárias, embora a área de alimentação seja bastante variável. Quando em terra, juntam-se em grandes grupos, com cerca de 1000 indivíduos.

Dieta

Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos. Os juvenis ingerem sobretudo crustáceos.

Reprodução

A corte e o acasalamento decorrem na água. O acasalamento dá-se após o desmame da cria nascida nesse ano. O período de gestação dura 10,5 a 11 meses, incluindo um período de 45 a 90 dias de implantação retardada. A altura dos nascimentos varia com a localização geográfica (estes ocorrem em Fevereiro, na Baixa Califórnia; em Março ou Abril, na Califórnia; em Junho ou Julho, na Europa, no Norte do Pacífico e na região árctica do Atlântico Norte). A fêmea pare uma única cria, em terra firme, que é amamentada durante cerca de quatro a seis semanas.
Assim que nasce, a cria já está apta a nadar e mergulhar. A maior parte dos machos atinge a maturidade sexual aos seis anos de idade e as fêmeas aos três a cinco anos de idade.

Estatuto de conservação e principais ameaças

A espécie não se encontra globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). A poluição constitui um dos maiores factores de ameaça, quer directamente (causando problemas respiratórios) quer indirectamente (pela morte dos peixes de que se alimentam). Contudo, foram tomadas medidas de protecção, pelo que ainda é relativamente comum.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

As Borboletas

As borboletas é uma das espécies de animais mais bonitas e com maior variedade existente no planeta.
Elas com suas asas coloridas estão presentes em nossos jardins durante quase todo o ano, especialmente no verão e na primavera. Elas são facilmente reconhecidas e são muito admiradas.

Borboletas

Ciclo de Vida:

As borboletas e as mariposas têm um ciclo completo de vida. Há quatro estágios, sendo que cada um é completamente diferente do outro e cada estágio tem um propósito diferente na vida do inseto.
O primeiro estágio é o estágio do ovo. A borboleta libera seus ovos em alguma folha, talo ou outros objetos, mas que geralmente estão próximos ou são alimentos das larvas – o próximo estágio desse ciclo.
Após certo tempo, os ovos se rompem e deles saem larvas. É o estagio de alimentação e crescimento. Elas passam o tempo todo comendo e crescendo.
Então, cada larva procura um lugar adequado e lá fica até formar um casulo (ou crisálida) ao seu redor. É dentro desse casulo que ela permanece enquanto seu corpo se transforma.
Por último, o casulo se rompe e de lá de dentro sai uma borboleta pronta. Após isso elas voam a procura de novas colônias e um novo habitat.
A vida de uma borboleta é bastante curta. Elas vivem na maioria das vezes por cerca de 2 a 5 semanas.

Alimentação:

A maioria das borboletas se alimenta do néctar que elas colhem das flores. As borboletas podem se alimentar apenas de materiais líquidos que elas sugam usando um longo tubo que elas possuem exatamente para essa finalidade.
Algumas borboletas também apreciam o líquido produzido por algumas frutas.
Há uma espécie de borboleta originária do sul da África, que tem o hábito de se alimentar com o pólen coletado de plantas usando uma enzima especial. Esse pólen é transformado em forma líquida e então elas se alimentam normalmente.

Nectar

A Polinização:

Mesmo sem perceber, a as borboletas realizam um importante processo para a natureza enquanto elas se alimentam.
Esse processo é chamado de polinização.
Quando a borboleta pousa em uma planta para sugar-lhe o néctar, ela entra em contato com o pólen dessa flor e leva esse pólen com ela quando termina de sugar o néctar. O pólen é a célula reprodutiva da flor.
Quando a borboleta sai dessa flor e pousa em uma planta diferente, ela deposita o pólen de uma flor na outra, fazendo com que a planta se reproduza.
Mais de 218.000 das 250.000 espécies de plantas com flores depende de animais polinizadores para sua sobrevivência.
Alguns outros animais são o beija-flor e as abelhas.

Polinização

Borboletários:

Para quem tem curiosidade em conhecer mais sobre as diferentes espécies de borboletas e mais sobre o que elas comem, como se reproduzem e como vivem, uma ótima dica é visitar um borboletário. É uma espécie de zoológico com centenas de borboletas reunidas.
Em Campos do Jordão – SP, o Borboletário Flores que Voam apresenta um projeto de criação e preservação das borboletas e apresenta exposições abertas ao público, que pode ter contato direto com diversas espécies. A dica é fazer o passeio em dias de sol, pois as borboletas voam mais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os Golfinhos

Comunicação entre golfinhos

Os golfinhos, como qualquer outro animal, necessitam de uma constante informação sobre o estado do mundo externo. A aquisição de informação proveniente do ambiente realiza-se por métodos bastante diferentes dos humanos e o seu estudo levou a uma das mais surpreendentes descobertas em torno dos golfinhos. Tal como o Homem, os golfinhos são praticamente anósmicos, isto é, a sua percepção olfactiva é francamente deficiente, sendo mesmo, muito provavelmente, inferior à do Homem e outros primatas. Os golfinhos utilizam a emissão de sons como sistema de detecção e também para fazer os indivíduos comunicar entre si.

 

Origem

Pouco se sabe acerca dos fósseis de antigas espécies de golfinhos, e o que se sabe é extremamente incerto. Supõe-se que há cerca de 50 milhões de anos atrás, uma espécie de gato pré-histórico, começou a passar mais tempo na água à procura de alimento, e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar a esse novo meio ambiente.
Os animais marinhos eram uma nova fonte de alimento inexplorada. Mesmo assim, demorou ainda milhões de anos até que os primeiros cetáceos aparecessem nos oceanos.
Os primeiros cetáceos foram provavelmente os "Protocetidea", há cerca de 40-50 milhões de anos atrás. Tudo o que sabemos acerca destes pioneiros cetáceos é que possuíam algumas características reconhecíveis da sua espécie. O seu estilo de vida séria, provavelmente anfíbio e não completamente aquático.

 

Reprodução

Nasce apenas um filhote de cada vez e a gestação dura, em média 12 meses, dependendo da espécie. Observando golfinhos em cativeiro, os cientistas determinaram o tempo de gravidez exacto para algumas espécies, mas o período de gestação contínua desconhecido para a maioria das espécies de golfinhos. Os cientistas crêem também que quase todas as espécies são promiscuas (partilham as fêmeas). O bebé quando nasce aponta primeiro o rabo, e mama até aos 4 anos. Os detalhes mais íntimos do acasalamento e nascimento de golfinhos, têm permanecido escondidos da observação humana. Pensa-se que o acasalamento é sazonal e é realizado de barriga para barriga como as baleias e muitas fêmeas não reproduzem todos os anos. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo. O pai do golfinho bebé não participa na vida activa e no tratamento do seu filho.

 

Alimentação dos golfinhos

Os golfinhos são caçadores, e alimentam-se principalmente de diversas espécies de peixe. Contudo alguns golfinhos preferem lulas e outros comem moluscos e camarão. Um macho adulto em cativeiro, devora cerca de 160 Kg de peixe por dia, mas a média é de 79 Kg para os machos, 63 Kg para as fêmeas e 16 Kg para os bebés. Os cientistas determinam a dieta dos golfinhos examinando o estômago dos animais mortos nas praias e por vezes, mas com raridade, as suas fezes.
Provavelmente todas as espécies de golfinhos usam o sonar para apanhar os peixes. Em pleno oceano, os golfinhos muitas vezes encurralam os cardumes de peixes, obrigando-os a saltar para fora de água. 

 
 

Golfinho-Riscado - Stenella coeruleoalba

A impulsão através da água é conferida pelos batimentos da cauda, de cima para baixo e em sentido contrário, utilizando as barbatanas peitorais para definir o rumo e para a estabilização. As barbatanas peitorais evidenciam a origem terrestre do golfinho, com uma estrutura típica de membro ósseo, com cinco dedos. Os golfinhos têm grande capacidade de aprendizagem, sendo actores populares nas exibições de determinados aquários. A espécie mais frequentemente observada nestes locais é o Roaz-Corvineiro, Tursiops truncatus. Apresenta uma coloração maioritariamente cinzenta e cresce até um comprimento máximo de 4,2 m. Os golfinhos marinhos encontram-se principalmente ameaçados pelas redes de pesca e pela poluição. 


 
 

Orca - Orcinus orca

Existem apenas cinco espécies de golfinhos-de-rio. Todas elas estão ameaçadas pela construção de barragens e pela poluição, e algumas, como o golfinho-lacustre-chinês, Lipotes vexillifer, do rio Chiang Jiang, China, estão em perigo de extinção. Como resultado da vida em águas turvas, os olhos dos golfinhos de rio tornaram-se muito pequenos. Utilizam o mecanismo de ecolocalização para se movimentarem e encontrar as presas. Algumas espécies de golfinhos podem nadar a uma velocidade que pode atingir 36 km/h, devido, em parte, às modificações hidrodinâmicas específicas da pele.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Os elefantes


Hector H. Munro Saki, em seu livro "Reginald on Besetting Sins", afirma que as mulheres e os elefantes nunca esquecem uma ofensa. Em relação aos elefantes, o autor britânico sabia o que estava falando. Quase um século depois da publicação do livro, observações minuciosas confirmaram que os elefantes, de fato, lembram-se de ofensas e guardam rancor de quem os ofendeu. Um estudo feito nos elefantes africanos descobriu que os animais reagem negativamente quando vêem e sentem o cheiro da roupa usada pelos membros de uma tribo Maasai próxima. Por que esse ressentimento? Os homens Maasai atacam os elefantes com lança como uma forma de mostrar sua masculinidade.
As manadas de elefantes são grupos solidários com interações complexas

Há outras evidências que sugerem que os elefantes também se lembram dos treinadores que os maltrataram mesmo após anos de separação. De forma semelhante, os cientistas associaram os ataques de elefantes a aldeias na Uganda a uma forma de distúrbio de estresse pós-traumático. Os especialistas acreditam que os elefantes atacaram porque a população humana crescente estava dominando seu território, forçando a separação de alguns elefantes de suas famílias.

Há outras evidências que sugerem que os elefantes também se lembram dos treinadores que os maltrataram mesmo após anos de separação. De forma semelhante, os cientistas associaram os ataques de elefantes a aldeias na Uganda a uma forma de distúrbio de estresse pós-traumático. Os especialistas acreditam que os elefantes atacaram porque a população humana crescente estava dominando seu território, forçando a separação de alguns elefantes de suas famílias.

Os elefantes também possuem muitas formas de comunicação. Um método para localizar outros elefantes é por meio dos conjuntos de sensores nervosos em suas patas chamados de corpúsculos de Pacini. Os corpúsculos convertem as vibrações sísmicas do chão em um impulso nervoso, que envia uma mensagem ao cérebro sobre a origem e a direção das vibrações. Até as unhas possuem nervos que distinguem a origem dos sons.

Memória de elefante

Os cientistas não conseguiram medir com exatidão a inteligência dos elefantes. No entanto, durante décadas, especialistas observaram o comportamento dos paquidermes e concluíram que eles estão entre os mais inteligentes do reino animal. Por isso, a teoria de que os elefantes nunca esquecem as coisas é exagerada, mas não está totalmente longe da verdade.


O elefante possui o cérebro com maior massa entre os mamíferos, pesando 4,7 kg em um adulto. Embora não possamos julgar com eficiência o funcionamento de um cérebro com base apenas no seu tamanho, ele pode dar uma boa idéia do poder da memória do elefante. Uma forma convencional de medir a inteligência de um animal é o chamado QE (quociente de encefalização), que compara o tamanho real do cérebro de um animal com o tamanho que os cientistas projetariam para se basear no peso do corpo. Para entender melhor essa medida, pense em uma maçã e em um abacate. As duas frutas têm relativamente o mesmo tamanho; porém, uma maçã possui sementes minúsculas, enquanto o caroço de um abacate parece uma bola de golfe.

A lógica é que quanto menor a relação entre o cérebro e a massa corporal (lembre-se do exemplo da maçã), mais irracional será o animal e vice-versa. Por exemplo, as pessoas têm um QE médio acima de 7, enquanto os porcos apresentam um QE de aproximadamente 0,27.

Nessa escala, a medida dos elefantes é relativamente alta, chegando a uma média de de 1,88 nas espécies cruzadas. Fazendo uma comparação, os chimpanzés apresentam um QE de 2,5. Os elefantes fêmeas, líderes das manadas, geralmente têm QEs superiores aos dos machos. Isso provavelmente está associado à estrutura social matriarcal das manadas de elefantes. Estudos também descobriram que as fêmeas mais velhas apresentam sinais de superioridade da memória, alertando o grupo quando surge algum perigo ou quando reconhecem um local antigo de pastagem.

A região olfativa do cérebro de um elefante é extremamente desenvolvida em relação a seus outros sentidos. Os elefantes conseguem distinguir o odor da urina de até 30 parentes fêmeas, mesmo que tenham ficado separados durante anos. Essa característica ajuda os elefantes a permanecerem juntos ao viajarem em grandes bandos, sendo a urina um guia para o olfato.

Embora as memórias utilitárias dos elefantes os ajudem a guardar informações essenciais de sobrevivência, elas também permitem que esses animais reconheçam o passado. Os elefantes apresentam sinais de sofrimento em relação à morte de parentes, como tocar suavemente os cadáveres com a pata e acariciar os corpos com a tromba. Em um experimento em que foram mostrados diferentes conjuntos de objetos a uma família de elefantes, a reação do grupo foi evidente em relação aos ossos e às presas pertencentes a um parente.

A memória de um elefante não armazena todos os detalhes de cada estímulo já encontrado. O cérebro codifica o que é necessário para a sobrevivência, como o local do alimento e a identificação familiar, da mesma forma que nossos sistemas de memória de curto prazo descartam seletivamente dados ou os transferem para nosso armazenamento de longo prazo. E assim como aqueles momentos que têm um forte impacto em nossas vidas, o conteúdo das memórias funcionais dos elefantes é preservado para recuperação futura.

Curiosidades sobre os elefantes

Os elefantes comem de 72 a 158 kg de comida por dia.

Os bebês elefantes pesam cerca de 90 kg quando nascem.

As presas dos elefantes são feitas de dentina, cálcio e sal.

A expectativa de vida de um elefante é de 80 anos.

Os elefantes usam mais de 70 vocalizações e 160 sinais visuais e táteis para se comunicar diariamente.

Quando um elefante morre, todos os membros de sua manada param junto do defunto e parecem inspecioná-lo com a tromba, como se prestassem uma última homenagem. Além disso, o parente mais próximo do falecido segue o grupo de longe por alguns dias, numa espécie de manifestação pública de luto.

Os elefantes têm, sim, uma excelente memória. Mas não é pelo fato de ele ter a cabeça grande (seu cérebro pesa 5,4 quilos). Acredita-se que isso se deva, em parte, à sua longevidade, de até 80 anos! Vivendo tanto assim, ele acaba memorizando mais.

As orelhas dos elefantes são sua “impressão digital”. As abas enormes têm não apenas formas únicas mas cavidades e riscas inconfundíveis.

A comprida tromba (que corresponde ao nariz e lábio superior) pesa cerca de 140 quilos. Entre outras coisas, este “narigão” permite que ele fareje água a uma distância de quase 20 quilômetros!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dragão de Komodo

Dragão de Komodo
FILO: Chordata
CLASSE: Reptilia
ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Varanidae

CARACTERÍSTICAS

Comprimento: até 3,5 m
Peso: até 110 kg
Cor: cinzenta e marrom
Tempo de vida: 50 anos
Garras: Cinco garras em cada pata
Dragão de Komodo
Guloso e Carnívoro, como alguns outros membros da família dos lagartos gigantes, o dragão de Komodo existe há centenas de séculos. Já vivia na terra muito antes do aparecimento do homem.
Encontrado na ilha de Komodo, na Indonésia, e em algumas ilhas circunvizinhas, ele é o maior de todos os lagartos atuais.
Guloso e carnívoro, como veados, macacos, cabras e porcos selvagens.
Também gosta muito de carniça e é capaz de dar conta de uma carcaça inteira de búfalo.
Mas o dragão-de-komodo também come animais vivos.
Derruba a vítima com sua forte cauda e corta-a em pedaços com os dentes.
Costuma comer primeiro a língua e as entranhas, suas partes preferidas.
No fim da estação das chuvas, a fêmea põe cerca de 25 ovos na areia. os ovos se abrem depois de 6 a 8 semanas. Ao nascer, os dragõezinhos têm de 20 a 25 cm de comprimento.
Existem outras espécies de lagartos gigantes, como o lagarto do deserto, que é um animal terrestre, e o lagarto do Nilo, que é um anfíbio.
Vivem na África, sul da Ásia, Indonésia e Austrália. Variam muito de tamanho.
O menor deles apresenta apenas 20 cm de comprimento.
Fonte: br.geocities.com
Dragão de Komodo
Dragão de Komodo
O dragão de Komodo é o maior lagarto do mundo, existe a centenas de século e vive em ilhas indonésias.
Os adultos chegam a medir 3 metros de comprimento e pesar 250kg.
Esses répteis têm o corpo robusto, patas curtas e cauda comprida.
As maxilas são fortes e os dentes que medem cerca de 2cm, são pontiagudos, serrilhados e virados para trás. Assim como as serpentes, sua língua bífida auxilia o olfato.
Extremamente vorazes, são predadores e necrófagos, ou seja, alimentam-se tanto de indivíduos vivos quanto de cadáveres.
A saliva do Dragão de Komodo possui várias espécies de bactérias, então, mesmo que consiga escapar, a presa acaba morrendo de hemorragia ou infecção das feridas.
A presa morta poderá, então, ser consumida pelo próprio predador ou por outros da mesma espécie (os dragões-de-komodo são capazes de detectar o cheiro de um cadáver a 11 km de distância).

Macaco

Macaco

Características

Macaco, nome genérico dos primatas antropóides, excluído o homem. Vive nas florestas, savanas e pântanos das regiões tropicais. Nas Américas do Sul e Central, habitam principalmente as florestas úmidas. A maioria dos macacos é arborícola (vivem em árvores). Apenas algumas poucas espécies, como os gorilas e mandris, preferem o solo. Alimentam-se de folhas, frutos, sementes, pequenos anfíbios, caramujos e pássaros.
A maioria vive em bandos, chefiados por um macho, que é o mais forte. A função do chefe é guiar o bando na busca por alimentos, manter a ordem interna e organizar a defesa em caso de perigo. Os filhotes permanecem longo tempo junto das mães, aprendendo quais os alimentos que podem comer, como encontrá-los, quais os animais perigosos e outras lições que lhe serão úteis na vida adulta. Vivem geralmente de 10 a 15 anos.
Os macacos do Novo Mundo caracterizam-se por ter o nariz chato, com os orifícios nasais separados e voltados para os lados (ou seja, são platirrinos); e pela cauda, que costuma ser preênsil. Os macacos africanos e asiáticos são catarrinos: a separação entre os orifícios nasais é estreita e estes são voltados para diante e para baixo. Outra de suas características é a presença de uma área pelada e calosa nas nádegas.

Chimpanzé

Mamífero antropóide da África equatorial. Pela sua estrutura física e genética, é considerado o mais aparentado com o ser humano, e são os mais inteligentes dos símios (nome comum que engloba várias espécies de primatas aparentados).
Tem o corpo robusto, os braços longos e a pelagem de cor negra. A cara e as palmas das mãos e dos pés não têm pêlos. As orelhas, os lábios e os arcos superciliares são pronunciados.
Os chimpanzés comunicam-se mediante um amplo registro de vocalizações, expressões faciais e posturas, assim como por meio do tato e do movimento corporal. São animais que mostram grande inteligência para resolver problemas e para usar ferramentas simples, como quando introduzem pequenos palitos para extrair os cupins de seus ninhos.

Classificação científica

Família - Pongídeos
Ordem - Primatas
Gênero - Pan.

Macaco-Aranha

Nome de duas espécies e quatro subespécies de macacos encontrados na Amazônia e em outros países das Américas do Sul e Central. São também chamados de coatá, têm membros desproporcionalmente longos e extraordinária agilidade, apesar de seu tamanho (1,40 m de comprimento até a cauda). Animais arborícolas, têm a cauda preênsil. Comem folhas, frutos e insetos, e para alguns caçadores, constitui a carne mais saborosa da Amazônia.
As subespécies são coatá-de-barriga-clara, de-testa-branca, de-cara-vermelha e de-cara-preta.

Classificação científica

Família - Cebídeos
Espécies são Ateles belzebuth e Ateles paniscus.

Gorila

Mamífero, é o maior e mais poderoso macaco antropóide. Um gorila macho pode alcançar uma altura de até 2 m e um peso de 250 kg. Habita a floresta ocidental da África equatorial e florestas e montanhas do Congo. Tem o pêlo grosso e de cor quase negra, que se torna cinza nas costas dos machos velhos. A cara é curta e desprovida de pêlo; o nariz é chato, com aberturas nasais largas e o arco superciliar, proeminente.
Emite um berro ululante quando está alarmado, grunhidos agudos para repreender um subordinado e grunhidos baixos para expressar prazer. Todos os gorilas golpeiam-se no peito; esse comportamento serve ao macho para demonstrar seu poder e autoridade e como intimidação. Na atualidade são considerados uma espécie ameaçada de extinção, por causa da destruição de seu habitat e da caça clandestina.

Classificação científica

Família - Pongídeos
Superfamília - Hominídeos
Ordem - Primatas
Espécie - Gorilla gorilla

Gibão

Vive na parte meridional da península de Malaca, na Birmânia e na Tailândia. São macacos pequenos (70 a 80 cm de comprimento), arborícolas (vivem em árvores), de membros anteriores muito longos e corpo coberto de um pêlo espesso de várias cores. No solo, marcham espontaneamente sobre os pés.

Orangotango

Bornéu e Sumatra são habitats do orangotango, palavra que, em malaio, quer dizer "homem da floresta". Os machos vivem sozinhos, com uma fêmea, ou em pequenos grupos familiares.

Classificação dos Antropóides

Ordem - Primatas
Subordem - Antropóides
Superfamílias - Cercopitecóides (Catarrinos - Velho Mundo) e Hominóides.
Família dos Cercopitecóides :Cercopitecídeos.
Hominóides: Pongídeos e Hominídeos

Gêneros e Espécies dos Cercopitecídeos

Macaca nemestrina (macaco-rabo-de-porco)
Theropithecus gelada (gelada ou babuíno-leão)
Cynopithecus niger (macaco-negro)
Mandrillus sphinx (mandril)
Mandrillus leucophaeus (dril)
Comopithecus hamadryas (babuíno-sagrado)
Cercopithecus (guenon ou guereza)
Cercocebus (Mangabeys)
Erythrocebus patas
Colobus (colubus)
Semnopithecus langur (macaco-folha)
Rhinopithecus (macaco-narigudo)
Nasalis larvatus (macaco-trombudo)

Gêneros e Espécies dos Pongídeos

Hylobates sp. (gibão)
Symphalangus syndactylus (siamango)
Pan troglodytes (chimpanzé)
Pongo pygmaeus (orangotango)
Gorilla gorilla (gorila)

Gênero e Espécie dos Hominídeos

Homo sapiens (homem)

Anu Branco e Anu Preto

Anu-branco
Anu-branco (Guira guira)
Família: Cuculidae
Caracterização
Mede 38 cm. Corpo franzino, cauda comprida, graduada e com fita preta. Branco-amarelado, bico cor de laranja (cinzento no indivíduo imaturo ). Bico forte e curvo. Sexo sempre semelhante. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros. Quando empoleira arrebita a cauda e joga-a até às costas. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis.
Habitat
Até certo ponto são beneficiados pelo desaparecimento da mata alta, pois vivem em campos, lavouras e ambientes mais abertos. Imigram em regiões onde eram desconhecidos e tornam-se as aves mais comuns ao longo das estradas. Devido as seu vôo lerdo e fraco, são freqüentemente atropelados nas estradas. São arrastados ao mar por fortes ventos. São atingidos pela ação funesta dos inseticidas, fato tanto mais lamentável por serem muito úteis à lavoura.
Distribuição
Ocorre do sudeste do Amapá e do estuário amazônico à Bolívia, Argentina e Uruguai.
Hábitos
Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, o que torna suas penas pegajosas. Pela manhã e após as chuvas, pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em bandos desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros, que formam a fila, para forçar a sua penetração entre os companheiros. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Esta espécie morre de frio no inverno. Arrumam as suas plumagens reciprocamente.
Alimentação
São essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camudongos. Cospem pelotas. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes.
Manifestações sonoras
Voz: alta e estridente: "iä, iä, iä" (chamada e grito durante o vôo); "i-i-i-i" (advertência); seqüência fortemente descendente e decrescendo de melodiosos "glüü" (canto); cacarejo baixo.
Predadores naturais
Animais carnívoros em geral. Esta espécie é atacada por outras aves, por exemplo o suiriri, mas é reconhecida como possível inimiga da coruja. As rolas se assustam com o aparecimento de pássaro-brancos. O anu-branco por sua vez enxota gaviões como o Buteo magnirostis - Gavião-carijó quando estes pousam nas imediações do seu ninho.

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Anu-Preto
Anu-Preto Guira guira
Apesar do nome essa ave apresenta uma plumagem com cores mistas. Esta espécie vive em grupos formados geralmente de 5 a 15 indivíduos, possui pé zigodáctilo característico dos cuculiformes, vive em regiões abertas ou arbustiva, sendo facilmente percebido por sua voz alta e estridente. Já foram registrados 15 "chamados básicos"(Mariño,1989), evidenciando um complexo sistema de comunicação vocal. Também são conhecidos como Alma-de-Gato, Rabo-de-Palha e Pelincho.
Alimentação: Artrópodes e pequenos vertebrados, também predam lagartas peludas e urticantes.
Nidificação:O ninho que é feito com pequenos ramos e folhas, mede cerca de 30 cm de diâmetro por 13 cm de profundidade, geralmente situado na forquilha de árvores. Os ovos verdes-marinhos, são postos em ninhos individuais ou comunitários.
Habitat: Campos, parques, jardins e matas arbustivas
Tamanho: 40 cm aproximadamente
Curiosidades
Consta que são capazes de se desfazer do revestimento interno do seu estômago, quando este se encontra impregnado de pêlos de lagartas, expelindo-as em formas de pelotas.
Devido ao seu voo lento e fraco são frequentemente atropeladas
São conhecidas por enxotar gaviões.